O Futuro em Bambu

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Com sinais cada vez maiores de que uma séria mudança climática acontecerá dentro de alguns anos, e não décadas, o impacto do homem sobre o meio ambiente nos últimos 100 anos é considerado cada vez mais irrevogável. Nunca houve uma necessidade tão urgente de se fazer escolhas mais sábias, combinadas com soluções práticas que possibilitem uma vida sustentável e tornem a redução do consumo uma realidade para muitos, em vez de poucos.

No entanto, em uma sociedade tão obcecada pelo estilo, talvez a resposta esteja em tornar a solução mais inspiradora do que obrigatória, e na criação de produtos e de um modo de vida centrado em uma consciência ecológica que não comprometa o estilo. Este é um dos objetivos que inspira a paisagista brasileira Renata Tilli, o dedo verde criativo por trás de alguns dos projetos paisagísticos e casas particulares mais expressivas do Brasil. Uma Burle Marx dos tempos modernos, tem trabalhos executados junto com Marcio Kogan e Arthur Casas, arquitetos mundialmente famosos. “Eu sei que fiz um bom trabalho quando parece que nada foi feito”, ela responde quando perguntada sobre o que torna único seu estilo de trabalho, “quando parece que a natureza pôde crescer em sua exuberância natural – trabalhada pelas mãos de Deus. Pode-se dizer que meu papel é dar uma ajuda, mas sem a sensação de que o homem interferiu”.

Junto com seu marido Danilo Candia, ela co-fundou a Bambu Carbono Zero, uma das principais empresas de design do Brasil que trabalha com bambu. Um agrônomo por profissão, Danilo começou a compreender o poder e o potencial de se utilizar o bambu como o principal material de construção quando ajudou o arquiteto colombiano Simón Vélez em um projeto de um resort próximo a Paraty no final dos anos 90. Considerado um dos pioneiros da arquitetura contemporânea em bambu, o trabalho de Simón cativou Danilo, e o inspirou a dedicar sua vida ao bambu.

Leia a matéria do jornal londrino traduzida na íntegra